Objetivo - Este estudo explora as diferenças culturais na avaliação de paisagens rurais entre especialistas em arquitetura paisagística no Irã e na Suécia. A pesquisa foca em três indicadores-chave da estética da paisagem: diversidade, naturalidade e senso de lugar, visando entender como o contexto cultural influencia a percepção e a valorização desses elementos em ambientes rurais. Design/metodologia/abordagem - Uma abordagem de pesquisa quantitativa foi empregada utilizando um questionário estruturado baseado em uma escala Likert de 7 pontos. A amostra incluiu 31 especialistas em arquitetura paisagística - 18 do Irã e 13 da Suécia - que foram selecionados de forma intencional e responderam por e-mail. Para analisar os dados, métodos estatísticos não paramétricos foram utilizados, incluindo o teste de Kolmogorov–Smirnov para normalidade e o teste U de Mann–Whitney para comparar diferenças entre grupos. Resultados - Os resultados revelaram que ambos os grupos valorizaram a diversidade da vegetação de forma semelhante, indicando uma apreciação profissional compartilhada por tipos de plantas diversos. No entanto, uma divergência significativa foi observada nas percepções de naturalidade: os especialistas iranianos tendiam a associar a vegetação cultivada e gerida a um maior valor natural, enquanto os especialistas suecos favoreciam elementos naturais mais intocados e selvagens. Em relação ao senso de lugar, particularmente o subcomponente de atividade, os especialistas iranianos atribuíam mais peso à infraestrutura cultural e a eventos tradicionais ou religiosos, refletindo a importância sociocultural das atividades comunitárias e rituais no Irã. Implicações Práticas - Estes achados podem orientar processos de planejamento e design de paisagens rurais que sejam sensíveis ao contexto cultural, proporcionando uma base para ferramentas de avaliação intercultural adaptadas a diferentes valores estéticos. Originalidade/Valor - O estudo contribui para a área ainda pouco explorada da pesquisa sobre percepção da paisagem não ocidental, oferecendo novas perspectivas sobre como estruturas culturais moldam avaliações estéticas em diferentes ambientes e contextos sociais.
Åsa Ode Sang (Qua,) estudou esta questão.