A filosofia do início do século 20 resistiu ao que é conhecido como "vira-linguagem", um conceito defendido por Gustav Bergmann em sua revisão das Individuais de Peter Strawson em 1960, sob o nome de filosofia analítica. Essa virada foi bastante panorâmica, abordando todos os aspectos da linguagem, como a natureza da linguagem, a natureza do significado, a natureza da referência, a teoria semântica, fenômenos linguísticos, variedades de atos de fala, a epistemologia e metafísica da linguagem, sem esquecer a teoria da verdade, a relação entre linguagem e realidade, e especialmente a análise lógica desta última. Essa virada despertou um grande interesse de um enorme número de filósofos, lógicos e matemáticos, entre os quais o filósofo e lógico austríaco Ludwig Wittgenstein. A questão da relação entre linguagem e realidade é uma de suas preocupações fundamentais. Para ele, a linguagem é essencialmente descritiva, isomórfica ao mundo. De fato, é a realidade última. Este trabalho, portanto, busca examinar o vínculo que existe entre essas noções. Dito isso, a concepção wittgensteiniana da linguagem como correlativa à realidade é perfeitamente consistente quando sabemos que a linguagem tem uma dimensão diferente da realidade?
Christian et al. (Qui,) estudaram essa questão.