A stadificação e graduação precisas da doença do enxerto contra o hospedeiro (GVHD) são críticas tanto para o cuidado do paciente quanto para a conformidade com os padrões de relatório do CIBMTR. Entretanto, discrepâncias na documentação e entrada retrospectiva de dados podem comprometer a qualidade dos dados. Em muitos centros, as equipes de gestão de dados operam separadamente dos fluxos clínicos, resultando em captura de dados atrasada ou incompleta. Reconhecendo esses desafios, nosso centro desenvolveu um modelo colaborativo que integra gerentes de dados nos processos de revisão da GVHD tanto em tempo real quanto retrospectivos. Objetivos/Metas: Melhorar a precisão e consistência dos dados de GVHD reportados ao CIBMTR. • Fortalecer a colaboração e comunicação entre as equipes clínicas e de gestão de dados. • Criar um modelo reprodutível que aumente o engajamento clínico em tempo real dos gerentes de dados. • Reduzir discrepâncias na documentação por meio de adjudicação estruturada e multidisciplinar. Nosso processo inclui dois componentes-chave (ver figura 1): 1. Alertas Semanais de Marcos em Tempo Real: •○ Gerentes de dados notificam proativamente as equipes clínicas (APPs e MDs) sobre marcos do CIBMTR que coincidem com as visitas clínicas. ○ As equipes confirmam a documentação da GVHD em tempo real, permitindo aos gerentes rastrear o status do paciente e antecipar necessidades de relatório. ○ Isso facilita a identificação precoce de lacunas na documentação e melhora o atraso na apresentação trimestral dos relatórios. 2. Reuniões Mensais Multidisciplinares de Adjudicação da GVHD: ○ APPs, médicos e gerentes de dados se reúnem para revisar a stadificação e graduação da GVHD de quaisquer pacientes que atingiram marcos no mês anterior (aGVHD: Dias +30, 60, 100; cGVHD: Dias +180, 270, 365). ○ A documentação clínica é reconciliada no prontuário eletrônico com os dados reportados para garantir precisão e consistência. Essa abordagem integrada e em tempo real aprimora a qualidade dos dados da GVHD e fortalece a colaboração entre dados e equipes clínicas. Ao envolver os gerentes de dados nos fluxos clínicos contínuos e na adjudicação estruturada, melhoramos a precisão da documentação, reduzimos discrepâncias nos relatórios e promovemos uma cultura de responsabilidade compartilhada. O modelo também aumenta o engajamento dos gerentes de dados e a compreensão das nuances clínicas, levando a relatórios mais confiáveis para o CIBMTR. Próximos Passos: • Avaliar o impacto deste modelo por meio de métricas como taxas de discrepância de dados e resultados de auditoria do CIBMTR. • Avaliar como expandir o modelo de avaliação da GVHD para pacientes acompanhados em seu centro de referência. • Explorar a expansão deste modelo para outras áreas de relatórios complexos (por exemplo, recidiva, infecção ou toxicidade). • Compartilhar este modelo com outros centros de transplante para promover práticas padronizadas e de alta qualidade na apresentação de dados.
McShane et al. (Sun,) estudaram esta questão.