A sialilação, uma modificação pós-traducional dinâmica catalisada por sialiltransferases e contrabalançada por neuraminidases, envolve a adição de ácidos siálicos aos resíduos terminais de glicoproteínas e glicerolipídios. Esta modificação influencia profundamente diversos processos biológicos, incluindo a embriogênese precoce, o neurodesenvolvimento, a manutenção da pluripotência das células-tronco e a transformação oncogênica. No câncer, a sialilação aberrante se manifesta como padrões de ligação alterados e expressão desregulada de glicanos sialilados, que impulsionam diretamente comportamentos malignos como proliferação descontrolada, adesão e invasão aumentadas, evasão imunológica e resistência a terapias. Decifrar os mecanismos moleculares subjacentes é, portanto, crucial para avançar nossa compreensão da biologia tumoral. Nesta revisão, resumimos sistematicamente os avanços recentes no estudo da sialilação no câncer, com foco nas funções biológicas de distintas sialiltransferases e neuraminidases. Discutimos ainda as implicações diagnósticas, prognósticas e terapêuticas de direcionar a sialilação, destacando seu potencial emergente como uma avenida promissora para o tratamento do câncer.
Kong et al. (Sun,) estudaram essa questão.