A biodiversidade marinha está em rápida declínio, necessitando de soluções políticas e financeiras globais para priorizar a restauração de habitats em uma "revolução azul". No entanto, a restauração marinha e costeira enfrenta grandes desafios técnicos, logísticos e de recursos que são exacerbados pelas mudanças climáticas, que precisam ser urgentemente abordados. Ao contrário da restauração terrestre, os esforços marinhos não têm uma longa história ou métodos bem estabelecidos, resultando em taxas de falha potencialmente altas e uma pressing necessidade de inovação. Como cientistas e praticantes, defendemos que a escalabilidade da restauração marinha e costeira exige reforma política, avanço científico e estruturas regulatórias mais adaptativas. As abordagens atuais são limitadas por linhas de base ecológicas irreais e suposições desatualizadas sobre a estabilidade ambiental. A concessão de licenças deve ir além de recriar habitats passados e, em vez disso, apoiar ecossistemas resilientes, conectividade ecológica e caminhos de colonização futuros. Precisamos repensar a restauração para um mundo em mudança, guiados por sistemas flexíveis que acolham a incerteza, integrem novas tecnologias e priorizem a resiliência costeira a longo prazo em vez de soluções de curto prazo.
L.L. Govers (Quarta-feira) estudou essa questão.