Uma das complicações mais comuns e graves do diabetes mellitus é o pé diabético, tornando a detecção precoce uma prioridade de saúde pública. A termografia infravermelha é uma técnica promissora não invasiva para identificar padrões térmicos anormais associados à inflamação, neuropatia, angiopatia e dano tecidual. Esta técnica envolve a aquisição da radiação infravermelha emitida pela pele e o processamento para gerar mapas térmicos que refletem as mudanças fisiológicas subjacentes. No entanto, a confiabilidade das avaliações termográficas depende de condições técnicas rigorosas, incluindo o desempenho do sensor, controle ambiental e medições reproduzíveis. Apesar de suas vantagens, a adoção clínica da termografia é limitada pela ausência de protocolos de aquisição padronizados e pela influência de fatores externos e fisiológicos nas medições de temperatura. Abordar esses desafios é essencial para garantir a interpretação e validação precisas dos resultados. Avanços recentes, como a incorporação de algoritmos de inteligência artificial e o desenvolvimento de dispositivos portáteis e de baixo custo, oferecem novas oportunidades para melhorar a aplicabilidade da termografia em configurações clínicas e no monitoramento em casa.
Morales-Ramírez et al. (2026) estudaram essa questão.
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