Resumo A doença renal crônica (DRC) afeta 10–13% dos adultos em todo o mundo e impõe um ônus substancial sobre os sistemas de saúde. A telemedicina emergiu como uma ferramenta chave para apoiar o cuidado em nefrologia, melhorando o acesso, a continuidade e o engajamento do paciente em caminhos de DRC, diálise e transplante. Para orientar sua integração na prática de rotina, a Sociedade Italiana de Nefrologia (SIN) convocou um grupo de trabalho multidisciplinar para desenvolver recomendações de consenso de especialistas sobre o uso da telemedicina em nefrologia. O processo de consenso incluiu reuniões moderadas, grupos de trabalho específicos por tópico, elaboração iterativa e revisão de ensaios randomizados, estruturas políticas e diretrizes nacionais. As recomendações resultantes abordam requisitos tecnológicos e regulatórios, modelos organizacionais e aplicações clínicas em gestão de DRC, diálise peritoneal, hemodiálise, hemodiálise domiciliar, transplante renal, doenças renais raras e telepatologia para interpretação de biópsias renais. As principais barreiras — incluindo infraestrutura, alfabetização digital e reembolso — também foram examinadas. A telemedicina mostrou-se mais eficaz quando implementada em modelos de cuidado híbridos apoiados por plataformas certificadas, equipe treinada e fluxos de trabalho integrados. Embora a telemedicina possa reduzir as visitas ao hospital, possibilitar a detecção precoce de complicações e aumentar a satisfação do paciente, mais pesquisas são necessárias para avaliar os resultados a longo prazo e a relação custo-efetividade. Essas recomendações visam apoiar a implementação equitativa, segura e sustentável da telenefrologia dentro dos sistemas de saúde modernos.
Lentini et al. (Ter,) estudaram esta questão.