A Síndrome Circadiana (CircS) parece ser um preditor melhor para doenças cardiovasculares do que a Síndrome Metabólica (MetS), e os ácidos graxos ômega-3 (ômega-3) são geralmente sugeridos para aliviar desfechos negativos à saúde. Este estudo tem como objetivo investigar a associação entre a ingestão de ômega-3 e CircS, além de examinar a modificação do efeito por fatores sociodemográficos e estilo de vida. Neste estudo transversal, foram analisados dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 2005-2018 (n=12.028). Regressão logística multivariada ponderada pelo levantamento foi aplicada para analisar as associações entre a ingestão de ômega-3 com CircS e seus componentes. Análises de subgrupos examinando a modificação do efeito por fatores sociodemográficos e de estilo de vida foram seguidas por um Spline Cúbico Restrito que investigou associações não lineares entre a ingestão de ômega-3 e CircS por raça. A prevalência ponderada de MetS e CircS foi de 45,8% e 37,3%, respectivamente. No geral, não foram encontradas associações significativas entre a ingestão total de ômega-3, Ácido Eicosapentaenoico (EPA) ou Ácido Docosahexaenoico (DHA) e CircS. Contudo, a ingestão de ômega-3 esteve associada a um risco menor de depressão — um componente da CircS. Comparando os quartis extremos de ingestão de ômega-3 (maior vs menor), o OR (IC 95%) para sintomas depressivos foi 0,77 (0,64-0,90). Entre os negros, aqueles no quartil mais alto de ingestão de ômega-3 apresentaram maior probabilidade de ter CircS, com OR (IC 95%) de 1,36 (1,02-1,82). Não foi observada associação entre ingestão de ômega-3 e CircS na população total do estudo. Porém, a ingestão de ômega-3 foi inversamente associada a sintomas depressivos em adultos americanos. Interações entre raça e ingestão de ômega-3 em relação à CircS também foram identificadas.
Zhang et al. (Tue,) estudaram esta questão.
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