Resumo Entre as culturas mais cultivadas em todo o mundo, a batata (Solanum tuberosum) enfrenta ameaças significativas devido à escassez de água, devido ao seu sistema radicular raso e alta necessidade de irrigação. O déficit hídrico perturba a homeostase e mecanismos fisiológicos críticos, incluindo fotossíntese, translocação de carboidratos e metabolismo do amido em plantas tuberosas. Reduz a assimilação de CO₂, modula a expressão de enzimas chave envolvidas na síntese de amido, como a ADP-glicose pirofosforilase e as sintases de amido, e altera a razão amiloze–amilopectina, afetando, consequentemente, suas propriedades reológicas. Além disso, a seca desencadeia respostas antioxidantes e metabólicas nas plantas, incluindo a acumulação de metabólitos secundários e a regulação de genes relacionados à tolerância ao estresse. Análises transcriptômicas revelaram genes responsivos ao déficit hídrico, como StMAPK11, StCDPK13 e StERF94, que contribuem para a adaptação ao estresse. Esta revisão também explora estratégias de mitigação e abordagens de melhoramento genético, incluindo a aplicação de bioestimulantes (quitosano, uniconazol), nanopartículas de ZnO e SiO₂, e a seleção de genótipos mais tolerantes à seca. Avanços recentes em biotecnologia, incluindo edição de genes e tecnologias ômicas, contribuíram para o desenvolvimento de variedades de batata resilientes ao estresse.
Acevedo et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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