Nas últimas décadas, um número crescente de adultos nos Estados Unidos começou a se identificar como não religiosos, apesar de muitos terem sido criados em lares religiosos. Pesquisas mostraram que a desafiliação religiosa e as diferenças religiosas podem criar distância relacional e desafios nas famílias. No entanto, pouca pesquisa explorou esses impactos nas relações intergeracionais. Com as perspectivas dos pais como ponto focal, dada sua função como guardiões entre seus filhos e os avós de seus filhos, empregamos uma abordagem de teoria fundamentada na análise de entrevistas aprofundadas com 29 casais não religiosos de gêneros diferentes (N = 58 pais), através das quais identificamos quatro temas amplos relacionados às diferenças religiosas nas relações intergeracionais: (a) envolvimento em tradições religiosas familiares, (b) limites religiosos com a família de origem, (c) educação das crianças como um ponto de conflito, e (d) as crianças como uma ponte relacional. Com base nas conexões entre esses temas, desenvolvemos o primeiro modelo conceitual (até onde sabemos) de como os pais não religiosos navegam pelas diferenças religiosas e relações intergeracionais, intitulado Modelo da Estrutura da Influência das Diferenças Religiosas nas Relações Intergeracionais. Implicações focadas em ajudar as famílias a navegar pelas diferenças religiosas tanto através de contextos terapêuticos quanto de forma independente são oferecidas à luz deste modelo. (Registro da Base de Dados PsycInfo (c) 2026 APA, todos os direitos reservados).
Kelley et al. (Mon,) estudaram essa questão.