Resumo: Por mais de um século, a mecânica quântica operou dentro de um vazio ontológico. Embora seu formalismo matemático alcance um sucesso preditivo sem precedentes, a questão do que realmente existe permanece sem resposta. Este artigo propõe uma reforma ontológica radical: a realidade não é um contínuo espaço-tempo singular habitado por partículas, mas sim uma multiplicidade sobreposta de manifolds espaciais independentes—cada um carregado pelo que chamamos de "observador" ou centro material. Este único postulado, a Teoria dos Universos Separados (SUT), dissolve três grandes crises filosóficas na física moderna: o mistério da medição, o paradoxo da não-localidade e o abandono do determinismo. Ao redefinir a localidade dentro de manifolds espaciais compartilhados, demonstramos que as intuições centrais de Einstein—realismo e causalidade—podem ser totalmente reconciliadas com fenômenos quânticos sem a necessidade de "ação espectral à distância." Este trabalho busca fornecer a base metafísica que a física carece desde a capitulação de Copenhague, restaurando a inteligibilidade da natureza através de uma nova estrutura geométrica-energética.
Naeem Abuassaf (Ter,) estudou esta questão.
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