Introdução A parada cardíaca fora do hospital é um problema global de saúde pública com altas taxas de mortalidade evitável. Ensinar suporte básico de vida à população geral é uma estratégia chave para melhorar a sobrevivência, embora sua implementação seja frequentemente restrita ao ambiente de saúde. Este estudo avalia os potenciais benefícios e o impacto social de um modelo inovador de ensino e aprendizagem de suporte básico de vida aplicado a professores universitários em cursos não relacionados à saúde, dentro do projeto Vidas para Dar Vida, desenvolvido na Universidade de Granada (Espanha). Métodos Um estudo transversal foi projetado entre dois grupos de estudantes: um consistindo de profissionais da saúde e o outro de professores universitários não relacionados à saúde previamente treinados em suporte básico de vida. O conhecimento teórico e as habilidades práticas foram analisadas através de testes objetivos estruturados, avaliando a execução correta de manobras essenciais, como reconhecimento de parada cardíaca, ativação do sistema de emergência, ressuscitação cardiopulmonar e uso do desfibrilador externo automático. Análises descritivas e inferenciais foram realizadas, considerando p < 0,05 como nível de significância. Resultados Ambos os grupos mostraram um alto nível de aquisição de habilidades práticas de suporte básico de vida, com resultados consistentes na maioria das manobras básicas. As únicas diferenças significativas foram observadas na gestão do desfibrilador externo automático (OR = 3,19; p = 0,06), com melhor desempenho entre os estudantes treinados por profissionais da saúde. O modelo baseado em professores não da saúde foi associado a melhores resultados, foi replicável e tem grande potencial para ampliar o aprendizado de suporte básico de vida em ambientes universitários não clínicos. Os resultados são limitados pelo desenho transversal e pela avaliação imediata pós-treinamento. Discussão O treinamento em suporte básico de vida para professores universitários não da saúde parece ser uma abordagem válida e útil para disseminar conhecimentos de ressuscitação e aumentar a capacidade da sociedade de responder a emergências com risco à vida. Este modelo pode ser integrado em programas de formação universitária interdisciplinares, fortalecendo a cultura de ressuscitação e contribuindo para um impacto social e de saúde sustentável.
Florido et al. (Ter,) estudaram essa questão.