A ênfase moderna nas características faciais das celebridades destaca seu papel crescente na definição de ideais de beleza. Este estudo retrospectivo utilizou inteligência artificial para examinar como padrões faciais influenciam os padrões de atratividade em vistas de perfil de celebridades masculinas. Teve como objetivo comparar diferentes grupos raciais e estabelecer possíveis referências para perfis faciais atraentes. Neste estudo de coorte retrospectivo, um algoritmo baseado em Python analisou padrões faciais frontais e seu efeito nos padrões estéticos utilizando imagens publicamente disponíveis de celebridades masculinas de todo o mundo. Oito medidas angulares ou proporcionais ideais, identificadas na literatura existente, foram treinadas como referência para avaliar a atratividade facial. Dados demográficos foram resumidos estatisticamente. Teste ANOVA unidirecional avaliou a distribuição dos dados, e diferenças entre médias de grupos foram analisadas com testes independentes não paramétricos, considerando resultados estatisticamente significativos em p<0,05. A hierarquia do terço médio facial foi confirmada em todos os grupos, com o terço inferior sendo dominante (p<0,001). A razão zigomático-mandibular demonstrou estabilidade notável (aprox. 90%) e homogeneidade entre as populações, apesar de diferenças significativas em dimensões absolutas (p<0,001). Relações proporcionais-chave (ex.: razão nariz-boca: 0,70-0,73) foram mais consistentes do que medidas absolutas. Diferenças intergrupais significativas na variabilidade morfológica foram identificadas (p=0,001), com africanos demonstrando maior amplitude no terço inferior e coeficiente de variação mais elevado. Padrões de assimetria facial variaram conforme a etnia, sendo a assimetria geral significativamente maior que a assimetria ocular em todos os grupos (p<0,001). Comparação entre gêneros revelou padrões dimórficos chave: rostos masculinos atraentes aproximam-se de uma razão zigomático-mandibular de 90%, favorecendo formatos quadrados/trapézio, enquanto rostos femininos atraentes concentram-se em cerca de 80% com maior projeção do queixo. Independentemente da etnia, um rosto masculino atraente é caracterizado por uma proporção entre largura zigomática e mandibular próxima de 90%, com o terço facial inferior maior que o médio, contribuindo para formas trapezoidais ou quadradas. Os achados oferecem insights valiosos sobre padrões de atratividade e o impacto dos padrões frontais nos cânones estéticos em celebridades masculinas.
Grillo et al. (Sun,) estudaram esta questão.