A desidratação por etanol é uma etapa comum tanto na fabricação de scaffolds quanto no processamento de tecidos, mas a influência do etanol sobre o colágeno não é bem compreendida. Este estudo examinou os efeitos da desidratação, por meio de tratamento com etanol e secagem ao ar, na estrutura, comportamento, mecânica e capacidade de reidratação do colágeno. Foram utilizados múltiplos métodos de caracterização de materiais, incluindo espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia Raman, microscopia eletrônica de varredura, análise termogravimétrica, espalhamento de raios X em ângulo pequeno/médio, análise de expansão volumétrica e teste de tração. A desidratação pelo etanol removeu água em massa dos scaffolds, tornando-os mais fortes e rígidos, mas também mostrou perda de água molecular. Esta água molecular parece atuar como um estabilizador do colágeno, resultando em scaffolds menos estáveis termicamente. A perda de água molecular também é evidente no espaçamento molecular. A estrutura secundária dos scaffolds também foi alterada pelo etanol, resultando em uma capacidade de reidratação significativamente aumentada. A água em massa, tanto antes quanto após a reidratação, determinou amplamente as propriedades mecânicas, que não se correlacionaram com outras medidas estruturais, como FTIR. Embora a reidratação tenha retornado em grande parte o espaçamento do colágeno ao estado pré-tratamento com etanol, as alterações estruturais observadas no FTIR não podem ser recuperadas. Esses resultados têm implicações não apenas para scaffolds de colágeno, mas em muitas aplicações de engenharia e processamento de tecidos.
Arnold et al. (Sun,) estudaram essa questão.