Este capítulo argumenta que a dinâmica e as consequências da concorrência entre grandes potências extra-regionais moldaram em grande parte a política e a história do Iraque. O papel do Iraque na concorrência entre grandes potências é frequentemente, senão sempre, reativo e determinado pela natureza do sistema internacional. Além disso, o Iraque carece do poder material para influenciar a trajetória e as dinâmicas da concorrência global de poder, e ainda resta saber se a multipolaridade trará novas oportunidades ou mais obstáculos para o Iraque no século XXI. Crucialmente, ao contrário de outros estudos sobre a concorrência entre grandes potências no Iraque, este capítulo inclui uma discussão sobre a relação entre os curdos e as grandes potências, evitando uma narrativa excessivamente simplista focada apenas no governo central iraquiano.
Rasheed et al. (Fri,) estudaram esta questão.