• A liberdade acadêmica é analisada como um arranjo institucionalmente enraizado. • Uma estrutura analítica de quatro dimensões compara a China, o Japão e a Coreia do Sul. • As lógicas de autonomia e serviço pós-confucionistas moldam a legitimidade acadêmica. • Caminhos históricos e legais criam canais e limites de direitos divergentes. • Reformas da NPM traduzem roteiros de dever pós-confucionistas em ferramentas de governança auditável. Este estudo mapeia e compara as bases institucionais da liberdade acadêmica na China, no Japão e na Coreia do Sul, tratando a liberdade acadêmica como um arranjo institucionalmente enraizado, em vez de um direito abstrato. Baseando-se em percepções do institucionalismo histórico e sociológico, o estudo constrói uma estrutura analítica de quatro dimensões que compreende: roteiros político-culturais, trajetórias históricas, codificação legal-reguladora e arranjos de governança. A análise sugere que, em contraste com os modelos liberais ocidentais que priorizam a ‘liberdade negativa’ (liberdade de interferência), os três sistemas pós-confucionistas manifestam a liberdade acadêmica mais como uma ‘liberdade positiva’ orientada para deveres. Esse padrão reflete raízes culturais compartilhadas de lógicas institucionais centrais, incluindo um modelo híbrido de autonomia e serviço, relações estado-intelectuais profundamente enraizadas, e reformas neoliberais que funcionam como ferramentas de governança estatal. Apesar dessas bases comuns, o estudo também identifica divergências entre os três sistemas em termos de justiciabilidade legal, canais de interação estado-acadêmica e equilíbrios de governança interna. Teoricamente, este estudo contribui ao entender a liberdade acadêmica como um compromisso institucional, ampliando a estrutura multidimensional para sua análise e fornecendo uma ferramenta sistemática para pesquisa comparativa. Limitações incluem a dependência de literatura secundária e análise de conteúdo, que podem não capturar práticas cotidianas, e as conclusões exigem validação adicional por meio de trabalho de campo.
Li et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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