Resumo Esforços para induzir contadores a reconhecer o efeito distorcedor da inflação nas demonstrações financeiras e relatórios que preparam encontraram pouco ou nenhum sucesso. Os defensores da inclusão de tais informações em relatórios financeiros podem defender sua causa de maneira mais eficaz se se unirem à defesa de passos que não se afastam muito da prática estabelecida e convencional. Sugere-se que um primeiro passo possa ser a inclusão em relatórios financeiros de uma explicação breve e comparativamente não técnica sobre a extensão em que a inflação distorceu a renda líquida calculada de forma convencional. Tal explicação poderia incluir a menção de qualquer perda proveniente da depreciação do capital de giro líquido, e qualquer ganho da liquidação de passivos não correntes. A declaração da fonte e aplicação de fundos (se devidamente emendada) servirá para fornecer muitos dos números que precisam ser ajustados para estimar a magnitude das distorções causadas pela inflação nos resultados operacionais reportados. Uma revisão da declaração para excluir estoques e pré-pagamentos correntes da definição de fundos (capital de giro líquido) é recomendada. Os resultados das computações do tipo sugerido não podem ser considerados mais do que estimativas razoáveis. Sua credibilidade é menos propensa a ser questionada se forem relatados (em valores arredondados) e não forem mais do que isso. Contadores que professam lealdade ao princípio da divulgação total podem fazer, pelo menos, isso.
A. B. Carson (Qui,) estudou esta questão.