O estudo da resiliência tem se concentrado há muito tempo em entender como os indivíduos se adaptam positivamente à adversidade, um processo que influencia diretamente a estabilidade emocional. A resiliência, definida como a capacidade de confrontar, superar e transformar desafios complexos de maneira construtiva enquanto se fortalece no processo, representa um traço transversal no desenvolvimento humano. Ela também envolve o envolvimento em uma trajetória de crescimento pessoal que fomenta a autoconsciência e a coerência interna. No contexto de altas habilidades, esse constructo assume particular importância, já que alunos com alto potencial cognitivo não são imunes a vulnerabilidades socioemocionais e educacionais. Essas vulnerabilidades podem surgir de assimetrias entre o desenvolvimento intelectual e emocional, entre outros fatores, e influenciar estratégias específicas de enfrentamento que, por sua vez, afetam resultados acadêmicos e sociais. Além disso, alunos com altas habilidades frequentemente têm necessidades educacionais únicas que podem ser insuficientemente reconhecidas ou apoiadas em seus ambientes socioculturais. Consequentemente, a resiliência em estudantes de altas habilidades deve ser compreendida como um processo dinâmico moldado não apenas por recursos cognitivos individuais, mas também por fatores contextuais. Uma análise minuciosa das vulnerabilidades específicas dessa população e suas interações com influências ambientais é essencial para fomentar a resiliência e projetar intervenções psicoeducacionais que melhorem o desempenho acadêmico, promovam práticas inclusivas e apoiem o bem-estar geral.
Sainz-Gómez et al. (Ter,) estudaram essa questão.