O objetivo deste estudo é produzir uma simulação de experimentos EPR violando as desigualdades CHSH-Bell usando objetos fisicamente interpretáveis (propriedades definidas antes da medição) e interações (sem comunicação superluminal), sem influência de qualquer teoria. Verifica-se que o modelo proposto viola sistematicamente as desigualdades CHSH-Bell, alcançando todos os valores (2 ≤ S ≤ 4). Nossa simulação reproduz emaranhamentos experimentais com maior eficiência. Essa abordagem tem pelo menos duas consequências. Primeiramente, demonstra que violações das desigualdades CHSH-Bell são possíveis enquanto ainda verifica os princípios de realismo e localidade, mas em um sentido diferente do teorema de Bell. Portanto, o próprio teorema de Bell não é questionado, nem os resultados dos experimentos EPR. Contudo, é a dedução que leva à interpretação atual (frequentemente descrita como estranha por não seguir um dos princípios de realismo e localidade conforme definido pelo teorema de Bell) que é desafiada. Em segundo lugar, desafia os experimentos EPR do mundo real a superarem as taxas de eficiência da nossa simulação. Nossa idealização demonstra que, entre as taxas de eficiência exigidas para confirmar a violação das desigualdades de Bell e as taxas de eficiência da nossa idealização, a interpretação dos experimentos permanece possível dentro de um quadro de princípios físicos “clássicos” (propriedades definidas antes da medição e sem comunicação superluminal). Confirmar a estranheza da mecânica quântica exigiria, portanto, obter taxas de eficiência superiores às do teorema de Bell.
Stéphane Le Corre (Qua,) estudou esta questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: