Este artigo argumenta que o conflito de longa data entre criação e evolução surge de um erro de categoria. "Criação" é tipicamente imaginada como um evento divino instantâneo, enquanto "evolução" é tratada como um processo natural gradual. Dentro de uma ontologia generativa e relacional, essas não são explicações concorrentes, mas duas perspectivas sobre uma única realidade em desdobramento. Relações não podem ser criadas totalmente formadas; elas só podem ser formadas através da história, desenvolvimento e interação. Como os seres humanos são fundamentalmente relacionais em vez de semelhantes a objetos, não podem ser fabricados instantaneamente sem violar a natureza da pessoa e a veracidade da criação. Um Deus generativo deve, portanto, criar pessoas através de processos generativos. Sob essa visão, o universo em si é um meio estruturado projetado para desdobramentos, com física, química, biologia, consciência e personalidade emergindo como camadas sucessivas de generatividade. A evolução é o mecanismo de desenvolvimento pelo qual a criação se torna real. Adão representa o primeiro ser a cruzar o limiar da plena pessoalidade relacional, e a encarnação de Jesus honra essa mesma lógica de desenvolvimento ao passar por uma formação humana genuína. Este modelo unificado preserva a consistência divina, afirma a integridade da história do mundo e situa a humanidade dentro de uma narrativa teológica e científica coerente. A evolução não é uma alternativa à criação; a evolução é a criação.
Denis Bailey (Sex,) estudou esta questão.
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