Este artigo analisa a transformação da política de segurança europeia resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, do ambiente de segurança global em deterioração e das mudanças geopolíticas em andamento. O autor busca identificar os principais desafios estratégicos, institucionais e geopolíticos enfrentados pela União Europeia na busca por sua política de segurança e avaliar sua capacidade de resposta como um ator respeitado e autônomo em um mundo multipolar. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, teórica e interdisciplinar, baseada na análise de conteúdo de documentos políticos e de segurança, análise crítica de fontes secundárias e literatura acadêmica. O autor destaca que a guerra na Ucrânia acelerou significativamente o processo de maturação geopolítica da UE; no entanto, sua capacidade prática de ação é limitada pela fragmentação interna, pelo mecanismo de tomada de decisão baseado na unanimidade e por uma dependência persistente de vínculos transatlânticos. Simultaneamente, o estudo aponta para a tensão entre as ambições normativas da UE e sua real capacidade de projetar segurança tanto de uma perspectiva regional quanto global. Este estudo contribui para a discussão acadêmica sobre a redefinição da ordem de segurança europeia e a posição da UE em uma era de degradação dos ambientes de segurança regional e global e de mudanças geopolíticas em escalada.
Ivančík et al. (Mon,) estudaram esta questão.