Apesar dos grandes avanços na medicina, defeitos na face e extremidades causados por queimaduras, trauma, anomalias congênitas ou cirurgias relacionadas a malignidades continuam sendo um desafio formidável para os cirurgiões. Essas condições limitam severamente a qualidade de vida dos pacientes ao prejudicar a função, causar desfiguração e provocar sofrimento psicológico, dificuldades sociais e diminuição da autoestima. Em particular, a perda da função motora e sensorial complica o tratamento e a recuperação. O alotransplante composto vascularizado emergiu como uma opção promissora, oferecendo restauração da forma e função, embora seus benefícios sejam acompanhados por riscos consideráveis. Esta revisão analisa a mortalidade em todos os transplantes faciais relatados mundialmente desde o primeiro procedimento em 2005, abrangendo 51 procedimentos (incluindo revisões) identificados no PubMed/Medline até setembro de 2025. Os resultados mostram que complicações relacionadas à imunossupressão, como infecção, malignidade e rejeição aguda e crônica, assim como questões relacionadas ao paciente e psicológicas continuam sendo principais contribuintes para desfechos adversos, incluindo mortalidade. A mortalidade em transplante facial destaca a necessidade de regimes imunossupressores refinados, melhor seleção de pacientes e suporte multidisciplinar abrangente para otimizar a sobrevivência a longo prazo e a qualidade de vida.
Sazoglu et al. (Qui,) estudaram esta questão.