Resumo Este artigo descreve etnograficamente a prática da amizade entre queer e trans pentecostais racializados de maneira diferenciada, da classe trabalhadora em São Paulo, Brasil. Argumenta-se que a amizade é uma prática inventiva de construção de mundo pentecostal queer que inunda o isolamento da solidão com outros modos de sentir a vida e suas relações. A amizade é uma maneira pela qual os crentes situam a solidão e a depressão como socialmente condicionadas pelo racismo, sexismo, classismo, homofobia e transfobia no Brasil, no pentecostalismo e até mesmo no movimento de igreja inclusiva. Em vez de recuperar a amizade como uma válvula de escape do conflito, mostro como os pentecostais queer praticam amizade como uma forma de “inventividade cultural” que envolve a diferença para tornar a vida pentecostal queer mais possível. Por meio dessas práticas de construção de mundo, a amizade pentecostal queer emerge como um espaço micropolítico através do qual a possibilidade de uma teologia pentecostal queer é vivida.
Joseph A. Coyle (Sat,) estudou esta questão.