Há evidências de que ocupações ao ar livre e estar ativo ao ar livre à noite aumentam o risco de infecção por malária. Este estudo teve como objetivo examinar as associações entre a ocupação do chefe da família e se um indivíduo estava ativo ao amanhecer e/ou ao anoitecer em relação ao resultado da infecção por malária separadamente e determinar se havia uma interação entre as duas exposições. Utilizamos dados de um estudo transversal em Sussundenga, Moçambique, com 297 indivíduos dentro de 84 famílias. Modelos mistos lineares generalizados foram utilizados para calcular as associações entre cada uma das exposições e a infecção por malária, bem como sua interação. Após ajuste, a diferença na prevalência prevista de malária comparando aqueles em que o chefe da família tinha uma ocupação ao ar livre em vez de interna foi de 0,015 (IC 95%: -0,12 a 0,15). A diferença na prevalência prevista de malária entre aqueles ativos ao amanhecer e ao anoitecer foi de 0,10 (IC 95%: -0,063 a 0,26) e aqueles ativos em qualquer um dos horários foi de 0,011 (IC 95%: -0,11 a 0,13) comparado com aqueles ativos em nenhum dos horários. No modelo de interação, a diferença na prevalência de malária entre aqueles com o chefe da família tendo uma ocupação ao ar livre em comparação com uma interna foi de 0,33 (IC 95%: 0,037-0,62) maior entre aqueles ativos ao amanhecer e ao anoitecer em comparação com aqueles não ativos em nenhum dos horários. Embora o teste para interação aditiva não tenha sido estatisticamente significativo ou indicativo de qualquer associação clara, a magnitude pode indicar que aqueles com diferentes ocupações de chefe de família e horários ao ar livre poderiam ter risco de malária diferente.
Jorgenson et al. (Qui,) estudaram esta questão.