Normalmente, consideramos os resultados como se eles falassem por si mesmos. O modelo mostra bons resultados, e atribuímos inteligência a ele; o sinal é detectado, e fazemos uma conclusão sobre alguma propriedade. Este artigo demonstra que tal abordagem não é apenas arriscada - ela é estruturalmente injustificável. Resultados observáveis não determinam sua interpretação. O mesmo resultado pode surgir devido a muitas estruturas básicas incompatíveis, e nenhum princípio interno no sistema resolve essa ambiguidade. Portanto, a interpretação não é apenas indefinida, mas também, em um sentido formal, insuficientemente determinada. A fonte desse erro reside na confusão sistemática entre representação e atribuição. Para deixar isso claro, o artigo apresenta uma estrutura mínima de registros epistêmicos (científico, filosófico, metafísico), guiados por transformações limitadas por tipos. Apenas uma direção - representação - mantém a estrutura; a direção oposta - não. Essa assimetria se estende à inferência probabilística, teoria da decisão e otimização, onde se manifesta como instabilidade, divergência e falha no funcionamento de sistemas proxy. A inteligência artificial representa o caso limite mais proeminente dessa estrutura. O artigo propõe uma afirmação unificada: sem restrições explícitas sobre como fazemos a transição do mensurável ao afirmado, a própria interpretação não possui uma estrutura definida.
M. Evoluit (Mon,) estudou essa questão.