RESUMO Os governos especializam seu trabalho dividindo tarefas entre unidades organizacionais. Como a especialização cria uma demanda por coordenação entre tarefas que são interdependentes, espera-se que os governos também forneçam mais coordenação quando a especialização é maior. Embora esse desafio seja pertinente na prestação de serviços locais, raramente é estudado de forma sistemática. Este artigo examina se a extensão das práticas de coordenação dos governos locais se relaciona com seu nível de especialização, focando no número e na amplitude dos instrumentos de coordenação que os governos locais usam, ou seja, seu escopo de coordenação. O artigo utilizou regressão de múltiplos níveis para analisar dados exclusivos de uma pesquisa obtidos com gerentes operacionais (N = 1448) que trabalham em 250 governos locais noruegueses. Os resultados mostram que a especialização horizontal está positivamente, mas fracamente, correlacionada com o escopo da coordenação, enquanto a agencificação não está. Esses achados reafirmam que a especialização molda as práticas de coordenação, mas também destacam que questões motivacionais podem dificultar a coordenação, mesmo quando poderia ser benéfico.
Leif E. Kårtvedt (Mon,) estudou essa questão.