Em um esforço para atrair turistas e revitalizar comunidades, um número crescente de ilhas periféricas no Japão tem utilizado a arte contemporânea para aumentar tradições locais e formas de patrimônio. Tais obras de arte “específicas do local” recontextualizam essas formas para um olhar externo, geralmente afluente. O suposto benefício para as comunidades é uma influxo de rostos novos e novas fontes de receita turística. No entanto, a presença de arte contemporânea em contextos rurais ou periféricos pode ter um efeito alienador, particularmente se for desenvolvida com algum nível de contribuição dos membros da comunidade, apenas para esse engajamento cessar quando a obra é concluída, resultando em um produto (estático) destinado puramente ao consumo turístico. Neste estudo etnográfico, que examina a conhecida “ilha da arte” de Naoshima, várias formas de arte são discutidas em relação a seus contextos socioculturais, com um regime institucional hipercontrolado e focado no desenvolvimento provando ser desvantajoso para resultados sociais sustentáveis. O estudo culmina em um conjunto de descobertas derivadas de pesquisa-ação que revelam novas formas de criação artística mais socialmente relevantes na ilha, ilustrando o desafio até agora, ao mesmo tempo em que sugere um caminho positivo a seguir.
A. D. McCormick (Ter,) estudou esta questão.