Em agosto de 2019, um dos maiores desastres ambientais do Brasil ocorreu como resultado de um derramamento de petróleo bruto de um petroleiro entre agosto de 2019 e março de 2020, atingindo as regiões costeiras nordeste e sudeste do país, conhecidas como a Amazônia Azul. Onze estados, 130 municípios e 1.009 localidades foram afetados, além de 10 ecossistemas, mais de 57 áreas protegidas e 34 espécies animais. Apesar das circunstâncias extremas, o desastre não recebeu uma resposta oportuna do governo federal, e essa inação levou a consequências significativas a longo prazo, como o comprometimento de áreas de preservação e a suspensão temporária da pesca artesanal, prejudicando os meios de vida de milhares de residentes nas localidades afetadas. O resíduo foi coletado principalmente por cidadãos voluntários e reutilizado para recuperação de energia em coprocessamento como combustível alternativo em fornos de cimento. Cerca de 5.379,76 toneladas de resíduos foram coletadas, a maior parte das quais foi enviada para indústrias de cimento. Foi constatado que uma grande quantidade do óleo coletado foi reutilizada energeticamente como combustível nas indústrias de coprocessamento. O presente artigo é um relatório de caso descritivo e visa analisar e oferecer uma visão geral da reutilização energética do óleo coletado após derramamentos nas atividades de coprocessamento. Dados primários foram obtidos de relatórios oficiais, enquanto dados secundários foram adquiridos por meio de uma revisão da literatura. Os resultados mostraram que a reutilização do óleo coletado de derramamentos na indústria de cimento foi considerada uma alternativa para o destino de resíduos, em vez de eliminação em aterros, e novos destinos poderiam ser implementados por órgãos ambientais.
Guerreiro et al. (Tue,) estudaram essa questão.
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