Este estudo aborda um desafio central de medição em países de alta renda: como detectar e caracterizar a insegurança alimentar (IA) quando a prevalência nacional é baixa, mas territorialmente desigual. Usando dados de pesquisa originais coletados em várias regiões italianas e em Roma, avaliamos a validade e a aplicabilidade local da Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES). A análise resulta em uma prevalência estimada de IA moderada ou severa de aproximadamente 13,5% na amostra regional e 7,1% em Roma. Embora essas cifras sejam específicas para a aplicação e não devam ser lidas como estimativas de prevalência a nível populacional, são consistentes com indicadores territoriais complementares que documentam variações substanciais entre municípios e grupos sociodemográficos. O estudo demonstra a viabilidade metodológica de implantar um instrumento validado globalmente baseado em experiências em um contexto sub-nacional de alta renda e ilustra como tais aplicações podem complementar, sem substituir, as estatísticas oficiais. Os resultados apoiam a ideia de monitoramento localizado da IA capaz de informar intervenções direcionadas em contextos onde a vulnerabilidade é concentrada espacialmente, em vez de ser nacionalmente disseminada.
Giacardi et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.