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Após o início da isquemia, o músculo cardíaco ou esquelético passa por um continuum de respostas moleculares, celulares e extracelulares que determinam a função e a remodelação do tecido isquêmico. Vias relacionadas à hipóxia, equilíbrio imunoinflamatório, células progenitoras vasculares circulantes ou locais, bem como mudanças nas forças hemodinâmicas na parede vascular, desencadeiam todos os processos que regulam a homeostase vascular, incluindo vasculogênese, angiogênese, arteriogênese e crescimento colateral, que atuam em conjunto para estabelecer uma rede vascular funcional nas zonas isquêmicas. Em pacientes com doenças isquêmicas, a maioria dos mecanismos celulares (principalmente aqueles envolvendo células derivadas da medula óssea e células-tronco/progenitoras locais) e moleculares envolvidos na ativação do crescimento vascular e na remodelação vascular estão marcadamente prejudicados pelo microambiente deletério caracterizado por fibrose, inflamação, hipoperfusão e inibição de programas angiogênicos e regenerativos endógenos. Além disso, fatores de risco cardiovascular, incluindo diabetes, hiperlipidemia, hipertensão, diabetes e envelhecimento, constituem um macroambiente deletério que participa da ab-rogação da revascularização pós-isquêmica e regeneração do tecido observadas nessas populações de pacientes. Assim, a estimulação do crescimento e/ou remodelação vascular emergiu como uma nova opção terapêutica em pacientes com doenças isquêmicas. Muitas estratégias de revascularização terapêutica, baseadas na administração de fatores de crescimento ou células-tronco/progenitoras de diversas fontes, foram propostas e estão atualmente sendo testadas em pacientes com doença arterial periférica ou doenças cardíacas. Esta revisão fornece uma visão geral do nosso conhecimento atual sobre os mecanismos moleculares e celulares envolvidos na revascularização pós-isquêmica, bem como os avanços na aplicação clínica de tais estratégias de revascularização terapêutica.
Silvestre et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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