Questões fiscais tornaram-se cada vez mais centrais no debate público e estão intimamente ligadas ao aumento das desigualdades. Este artigo examina a injustiça fiscal no contexto da globalização, da intensificação da competição fiscal internacional e da transferência de encargos tributários para bases menos móveis. Discute como a relação imposto–bem público é estruturada e como a pesada tributação pode ser percebida como injusta, gerando consequências econômicas, sociais e psicológicas, como a incivilidade fiscal e a resistência. Focando no Marrocos, o artigo questiona quais estruturas fiscais são percebidas como as mais justas e como a redistribuição é vivenciada e avaliada pelos cidadãos.
Wiam Aboulhouda (Qua,) estudou essa questão.