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Este ensaio explora o ato de tocar conforme ocorre na matéria física, na teorização e nos espaços produtivos onde os dois são indistinguíveis. Primeiro, a autora considera como a teoria feminista aborda a ciência e desvenda o toque como um ato que revela o eu dentro do outro e o outro dentro do eu. O ensaio então oferece um tutorial em teoria quântica de campos para preparar o leitor para um interlocutor inesperado sobre o tema do toque: o elétron. Como Barad demonstra com descrições de elétrons e como eles perturbaram os físicos a ponto de serem 'normalizados' e chamados de 'imorais', estas partículas resistem às noções normativas de contato físico; elas são perversas. Na escala humana, os elétrons perturbam a noção de toque ao tornar impossível fechar a distância entre átomos: o sentido do toque paradoxalmente depende da repulsão elétrica entre objetos vizinhos. Na escala subatômica, cada elétron obtém sua energia do toque consigo mesmo como se estivesse passando por uma troca com outro. Não apenas a presença de contato vem de sua ausência, mas também a presença dos próprios elétrons depende de um vazio que sustenta seus equivalentes virtuais. Em todos os níveis, nunca se pode alcançar o outro—mesmo o outro dentro de si mesmo. Este paradoxo na microescala que constitui toda matéria em macroescala questiona a fixidez espacial e temporal da identidade. Barad mostra que a noção de um eu unificado e autônomo é problemática não apenas no nível pessoal, mas também no nível das partículas, e ela responde a essa desconstrução da matéria com uma ética de responsividade.
Karen Barad (Sáb,) estudou esta questão.