A liderança educacional opera cada vez mais sob condições de incerteza, ambiguidade e demandas conflitantes. O rápido surgimento da inteligência artificial (IA) na educação intensifica esses desafios, exigindo que os líderes escolares naveguem pelas tensões entre inovação e ética, autonomia e regulação, e julgamento profissional e responsabilidade. Este estudo examina a integração da IA principalmente através da lente da liderança educacional, propondo que a liderança não apenas molda as percepções dos professores sobre a IA, mas também fortalece a tradução dessas percepções em prática. Baseando-se na teoria da liderança transformacional e nos modelos de aceitação da tecnologia (TAM; UTAUT2), o estudo testa um modelo integrativo no qual as percepções dos professores sobre a IA funcionam como preditores proximais de uso, enquanto a liderança transformacional atua como moderador contextual. Os dados foram coletados de 141 professores e analisados utilizando análises de moderação baseadas em correlação e regressão. Os resultados indicam que a liderança transformacional prevê significativamente as percepções dos professores sobre a IA e fortalece a relação entre percepções e uso da IA. Embora a liderança não preveja diretamente o uso da IA uma vez que as percepções sejam consideradas, ela desempenha um papel crítico em permitir a execução das crenças profissionais na prática instrucional. Esses achados posicionam a liderança escolar como um fator central na compreensão da integração da IA, destacando o papel da liderança como um facilitador contextual da inovação educacional.
Yehudit Chassida (Sex, 2023) estudou esta questão.
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