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▪ Resumo Considerando como ponto de partida a pesquisa de Fernandez (1978), esta revisão busca mostrar como a pesquisa sobre Igrejas Independentes Africanas (AICs) foi reconfigurada por novas abordagens da antropologia do cristianismo na África, de forma geral, e a recente popularidade marcante das Igrejas Pentecostais-Carismáticas (PCCs) em particular. Se os adjetivos “Africano” e “Independente” foram outrora empregados como marcadores de interpretações autênticas e indígenas do cristianismo, esses termos se mostraram cada vez mais problemáticos para capturar a ascensão, a disseminação e o apelo fenomenal das PCCs na África. Identificando três quadros discursivos—cristianismo e “religião tradicional,” África e “o mundo mais amplo,” religião e política—que organizam a pesquisa sobre AICs e PCCs ao longo dos últimos 25 anos, este capítulo revisa criticamente as discussões sobre “africanização,” globalização e modernidade, e o papel da religião na esfera pública nas sociedades africanas pós-coloniais.
Birgit Meyer (Sex,) estudou esta questão.