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Modelos experimentais costumam ser a origem de paradigmas imunológicos como a dicotomia M1/M2 após a polarização dos macrófagos. No entanto, essa dicotomia clara em modelos animais não é tão óbvia em humanos, e a linha separadora entre macrófagos do tipo M1 e M2 é, na verdade, representada por um continuum, onde os limites ainda estão pouco claros. De fato, as doenças infecciosas humanas são caracterizadas por um movimento de vai e vem ou, muitas vezes, um perfil misto entre o microambiente pró-inflamatório (dominada por interleucina (IL)-1β, IL-6, IL-12, IL-23 e fatores de necrose tumoral (TNF)-α) e lesão tecidual impulsionada por macrófagos ativados classicamente (do tipo M1) e cicatrização de feridas impulsionada por macrófagos ativados alternativamente (do tipo M2) em um ambiente anti-inflamatório (dominada por IL-10, fator de crescimento transformador (TGF)-β, ligante de quimiocina (CCL)1, CCL2, CCL17, CCL18 e CCL22). Esta revisão destaca a complexidade da situação durante doenças infecciosas ao enfatizar esse continuum entre os extremos do tipo M1 e do tipo M2. Primeiro, discutimos a biologia básica da polarização dos macrófagos, função e papel no processo inflamatório e sua resolução. Em segundo lugar, discutimos a relevância do continuum da polarização dos macrófagos durante doenças infecciosas e negligenciadas, e a possibilidade de interferir com esses estados de ativação como uma estratégia terapêutica promissora no tratamento de tais doenças.
Atri et al. (Terç,) estudaram essa questão.