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A esfera da economia financeira moderna abrange finanças, teoria de microinvestimento e grande parte da economia da incerteza. Como é evidente pela sua influência em outros ramos da economia, incluindo finanças públicas, organização industrial e teoria monetária, os limites dessa esfera são tanto permeáveis quanto flexíveis. As interações complexas de tempo e incerteza garantem um desafio intelectual e uma emoção intrínseca ao estudo da economia financeira. De fato, a matemática do assunto contém algumas das aplicações mais interessantes da teoria da probabilidade e da otimização. Mas, apesar de todo seu refinamento matemático, a pesquisa teve, no entanto, uma influência direta e significativa na prática. Não foi sempre assim. Trinta anos atrás, a teoria das finanças era pouco mais do que uma coleção de anedotas, regras práticas e manipulações de dados contábeis com um foco quase exclusivo na gestão financeira corporativa. Não há necessidade, nesta reunião do guilda, de recontar a evolução subsequente desse misto conceitual para uma economia rigorosa.
Robert C. Merton (qui,) estudou esta questão.