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Pesquisas recentes ampliaram o paradigma da perseverança de crenças para o âmbito político, mostrando que informações negativas sobre figuras políticas têm um efeito persistente nas opiniões políticas, mesmo após serem desacreditadas. No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos de informações positivas falsas sobre figuras políticas. Em três experimentos, encontramos que desacreditar informações positivas gera um "efeito de punição" que é inconsistente com a literatura anterior sobre perseverança de crenças. Argumentamos que as pessoas tentam se ajustar à influência percebida da alegação falsa quando a informação é desacreditada. Nesse caso, ao tentar contabilizar os efeitos de informações positivas desacreditadas sobre um político, as pessoas superestimam quanto ajuste é necessário e, assim, acabam com uma opinião mais negativa. (Em contraste, as pessoas subestimam quanto ajuste é necessário para corrigir informações negativas falsas, levando à perseverança de crenças.) Esses resultados sugerem que alegações de crédito falsas ou outras desinformações positivas podem ter repercussões severas para os políticos.
Cobb et al. (Sex,) estudaram essa questão.