Key points are not available for this paper at this time.
Resumo O presente estudo propõe uma extensão ao fenômeno do favoritismo intra-grupal, com base na hipótese de que os julgamentos sobre membros do grupo interno podem ser mais positivos ou mais negativos do que os julgamentos sobre membros semelhantes do grupo externo. Ele contrasta previsões derivadas da hipótese de complexidade-extremidade (Linville, 1982; Linville e Jones, 1980), da hipótese de favoritismo do grupo interno (Tajfel, 1982) e do modelo de polarização de atitudes de Tesser (1978; Millar e Tesser, 1986). Nossa principal previsão, baseada na Teoria da Identidade Social, é que os julgamentos sobre membros do grupo interno, tanto agradáveis quanto desagradáveis, são mais extremos do que os julgamentos sobre membros do grupo externo. Este fenômeno, denominado Efeito da Ovelha Negra, é visto como devido à relevância que o comportamento dos membros do grupo interno, em comparação com o dos membros do grupo externo, tem para a identidade social dos sujeitos. Três experimentos apoiaram nossas previsões. O Experimento I mostrou adicionalmente que as correlações inter-trait foram mais fortes para o grupo interno do que para o grupo externo. O Experimento 2 mostrou que o efeito da ovelha negra ocorre apenas quando as pistas de julgamento são relevantes para a identidade social dos sujeitos, e o Experimento 3 mostrou que os níveis de informação sobre o alvo do julgamento foram ineficazes em gerar extremidade de julgamento. Os resultados são discutidos à luz de uma explicação alternativa cognitivo-motivacional para uma interpretação puramente cognitiva da homogeneidade do grupo externo.
Marques et al. (Sex,) estudaram essa questão.