As terapias de neuromodulação reduzem a neuroinflamação em pacientes com ansiedade e depressão?
As terapias de neuromodulação podem melhorar os transtornos de humor ao atenuar a neuroinflamação, sugerindo que biomarcadores inflamatórios poderiam guiar a avaliação do tratamento.
Os transtornos de humor estão associados à inflamação elevada, e a redução dos sintomas após vários tratamentos é frequentemente acompanhada pela restauração pró-inflamatória. Uma variedade de técnicas de neuromodulação que regulam atividades cerebrais regionais tem sido usada para tratar transtornos de humor refratários. No entanto, a eficácia delas varia de pessoa para pessoa e falta um indicador confiável. Esta revisão resume estudos clínicos e experimentais sobre inflamação em circuitos neurais relacionados à ansiedade e depressão, e a evidência de que as terapias de neuromodulação regulam a neuroinflamação no tratamento de doenças neurológicas. As terapias de neuromodulação, incluindo estimulação magnética transcraniana (EMT), estimulação elétrica transcraniana (EET), terapia eletroconvulsiva (TEC), fotobiomodulação (PBM), estimulação ultrassônica transcraniana (EUT), estimulação cerebral profunda (ECP) e estimulação do nervo vago (ENV), têm sido relatadas como atenuatórias da neuroinflamação e redutoras da liberação de fatores pró-inflamatórios, que podem ser uma das razões para a melhora do humor. Esta revisão proporciona uma melhor compreensão do mecanismo eficaz das terapias de neuromodulação e indica que biomarcadores inflamatórios podem servir como referência para a avaliação de condições patológicas e opções de tratamento em ansiedade e depressão.
Guo et al. (Mon,) estudaram esta questão.