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A legitimidade em 1991 não vem do cano de uma arma, mas da vontade do povo. James A. Baker III, Secretário de Estado dos EUA Eu sei o que é a verdadeira democracia, qual o valor da democracia. Um coronel-lieutenente soviético de trinta e sete anos que, logo no início, se posicionou ao lado das forças anticoup. Mais de duas centenas de anos se passaram desde que os signatários da Declaração de Independência dos EUA buscaram manifestar duas propostas radicais. A primeira é que os governos, instituídos para garantir os "direitos inalienáveis" de seus cidadãos, derivam "seus poderes justos do consentimento dos governados." Podemos chamar isso de "direito democrático." A segunda proposição, talvez menos notada pelos comentaristas, é que uma nação conquista "estação separada e igual" na comunidade de estados ao demonstrar "um respeito decente pelas opiniões da humanidade." Os autores da Declaração aparentemente acreditavam que a legitimidade da nova Confederação de Estados Americanos não era evidenciada apenas pela transferência de poder da Grã-Bretanha, mas também precisava ser reconhecida pela "humanidade." Isso podemos perceber como um vislumbre precognitivo do poder legitimador da comunidade de nações.
Thomas M. Franck (Quarta-feira) estudou essa questão.