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A Realidade Virtual (RV) está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para a pesquisa, a comunicação e a popularização do patrimônio cultural. Muitas reconstruções interativas em 3D de artefatos, monumentos e locais inteiros foram realizadas, atendendo ao consentimento tanto de especialistas quanto do público em geral. No entanto, até alguns anos atrás, a maioria dessas reconstruções era basicamente estática e frequentemente carecia de um fator importante: a presença humana. Graças aos avanços na tecnologia, nos últimos anos, Humanos Virtuais (HVs) começaram a ser utilizados em uma variedade de aplicações de realidade virtual relacionadas à cultura. Desde personagens 2D simples até avatares 3D complexos, a tecnologia continua a evoluir e assim é a adoção de assistentes virtuais no patrimônio digital. A aceitação dessas ferramentas merece uma maior atenção da comunidade científica. Ao projetar tais aplicações, os pesquisadores precisam considerar não apenas motivações e restrições, mas também o tipo de humano virtual que se encaixa no cenário. Neste artigo, temos como objetivo fornecer um estado da arte sobre este assunto, focando especificamente na área de patrimônio cultural, sublinhando os desafios tecnológicos e também analisando os efeitos da interação com avatares no envolvimento do usuário, sensação de imersão e eficácia da aprendizagem. Esta revisão também apresenta o uso de HVs sob a perspectiva do usuário e do ponto de vista do design. Finalmente, discutimos os pontos fortes e fracos das abordagens atuais e apontamos questões não resolvidas, identificando um conjunto de recomendações e boas práticas a serem seguidas ao projetar aplicações de patrimônio cultural baseadas em RV, incluindo HVs.
Machidon et al. (Sex,) estudaram essa questão.