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O excesso de deslocamento surgiu nas últimas duas décadas como um construto importante para avaliar as relações espaciais entre empregos e locais residenciais. Durante esse período, houve um debate constante sobre como medir o excesso de deslocamento em regiões urbanas. Este artigo contribui para o debate ao focar nas questões espaciais inerentes à avaliação do excesso de deslocamento. Demonstraremos como a escala e a definição de unidade (o problema da unidade areal modificável) se manifestam na avaliação do excesso de deslocamento, tanto em termos teóricos quanto empíricos. Para esse fim, uma análise baseada em sistemas de informações geográficas é apresentada, explorando as sensibilidades espaciais na medida de excesso de deslocamento. Nossos resultados mostram que a agregação e a definição de unidade espacial podem ter impactos profundos na estimativa do excesso de deslocamento. Este trabalho fornece uma resolução formal para grande parte do debate recente sobre as estimativas de excesso de deslocamento em regiões urbanas.
Horner et al. (Terç,) estudaram esta questão.