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Anticorpos protetores na malária causada por Plasmodium falciparum são adquiridos apenas após anos de infecções repetidas. A exposição crônica à malária está associada a um grande aumento de células B de memória atípicas (MBCs) que se assemelham a células B expandidas em uma variedade de infecções virais persistentes. Compreender a função das MBCs atípicas e sua relação com as MBCs clássicas será fundamental para o desenvolvimento de vacinas eficazes contra a malária e outras infecções crônicas. Mostramos que os repertórios dos genes VH e as taxas de hiper-mutação somática das MBCs atípicas e clássicas são indistinguíveis, indicando uma história de desenvolvimento comum. As MBCs atípicas expressam uma gama de receptores inibitórios e a sinalização do receptor de células B (BCR) está comprometida nas MBCs atípicas, resultando em respostas das células B prejudicadas, incluindo proliferação, produção de citocinas e secreção de anticorpos. Assim, em resposta à exposição crônica à malária, as MBCs atípicas parecem diferenciar-se das MBCs clássicas, tornando-se refratárias à ativação mediada por BCR e potencialmente interferindo na aquisição da imunidade contra a malária.
Portugal et al. (Sex,) estudaram essa questão.