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As mudanças climáticas afetam diferentes grupos demográficos de maneira diferente. As mulheres pastorais, sendo algumas das mais pobres entre os pobres, são esperadas para serem altamente vulneráveis às mudanças climáticas. No entanto, as evidências empíricas sobre a vulnerabilidade e capacidade adaptativa diferenciadas por gênero são limitadas. Uma triangulação de diferentes técnicas, incluindo discussões em grupos focais, entrevistas individuais, estudos de caso e observações estruturadas, foi utilizada para verificar se há uma diferença nos fatores que determinam o nível de vulnerabilidade e capacidade adaptativa entre homens e mulheres Afar. A desigualdade de gênero inerente à tradição costumária Afar (Adda) atua como um fator multiplicador de risco, resultando em mulheres sendo mais vulneráveis do que homens à insegurança alimentar induzida pelas mudanças climáticas e riscos relacionados. Além disso, os homens têm melhores pontuações em diferentes variáveis determinantes de vulnerabilidade e capacidade adaptativa, incluindo posse de riqueza, herança de riqueza, poder de decisão em nível familiar, oportunidades de participação em nível comunitário, encargos familiares e índice de massa corporal (IMC). Apesar de suas pontuações limitadas em muitos desses fatores, as mulheres pastorais Afar fazem contribuições maiores para a adaptação em nível familiar à seca recorrente e à variabilidade do clima. Uma abordagem de gênero que reconhece as diferenças em potenciais, limitações e vulnerabilidades de mulheres e homens pastorais é necessária para a implementação bem-sucedida de medidas de adaptação.
Balehey et al. (Qua,) estudaram esta questão.