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Poucos autores conseguiram escrever sobre a África sem fazer referência constante ao ‘tribalismo’. Poderia este ser o traço distintivo do continente? Ou é apenas um reflexo do sistema de percepções daqueles que escrevem sobre a África, e de seus ‘convertidos’ africanos? A realidade objetiva é muito difícil de separar da percepção subjetiva, quase da mesma forma que os conceitos nas ciências sociais são difíceis de purificar de todas as conotações ideológicas. A história africana, escrita não por europeus, mas pelos próprios africanos, não teria empregado conceitos diferentes e contado uma história diferente? Se sim, qual teria sido a explicação teórica? As coisas são o que são chamadas, ou têm uma existência que é independente da nomenclatura que se lhes atribui? Quando se trata da África, as respostas variam independentemente de o observador ser um idealista liberal, um materialista marxista ou um ‘convertido’ africano.
Archie Mafeje (Sun,) estudou esta questão.
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