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Relatamos nossa experiência com uma abordagem de debriefing que enfatiza a divulgação dos julgamentos dos instrutores e a elicitação das suposições dos trainees sobre a situação e suas razões para agir como agiram. Para destacar a importância de os instrutores divulgarem seu julgamento de forma habilidosa, chamamos a abordagem de "debriefing com bom julgamento". A abordagem se baseia em teoria e descobertas empíricas de um programa de pesquisa de 35 anos nas ciências comportamentais sobre como melhorar a eficácia profissional através da "prática reflexiva". Esta abordagem especifica um rigoroso processo de autorreflexão que ajuda os trainees a reconhecer e resolver dilemas clínicos e comportamentais prementes levantados pela simulação e pelo julgamento do instrutor. A abordagem "debriefing com bom julgamento" é composta por três elementos. O primeiro elemento é um modelo conceitual derivado da ciência cognitiva. Ele estipula que os "quadros" dos trainees—compostos por coisas como conhecimento, suposições e sentimentos—guiam suas ações. As ações, por sua vez, produzem resultados clínicos em um cenário. Ao descobrir o quadro interno do trainee, o instrutor pode ajudar o aprendiz a reformular suposições e sentimentos internos e tomar ações para alcançar melhores resultados no futuro. O segundo elemento é uma postura de genuína curiosidade sobre os quadros do trainee. Pressupondo que as ações do trainee são um resultado inevitável de seus quadros, o trabalho do instrutor é o de um "detetive cognitivo" que tenta descobrir, através da investigação, quais são esses quadros. O instrutor estabelece uma "postura de curiosidade" na qual os erros dos trainees são quebra-cabeças a serem resolvidos, e não simplesmente errôneos. Finalmente, a abordagem inclui uma técnica conversacional projetada para trazer à tona o julgamento do instrutor e os quadros do trainee. A técnica combina defesa e investigação. A defesa é um tipo de discurso que inclui uma observação objetiva e um julgamento subjetivo sobre as ações dos trainees. A investigação é uma pergunta genuinamente curiosa que tenta iluminar o quadro do trainee em relação à ação descrita na defesa do instrutor. Constatamos que a abordagem ajuda os instrutores a gerenciar a aparente tensão entre compartilhar julgamentos críticos e avaliativos enquanto mantêm uma relação de confiança com os trainees.
Rudolph et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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