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Apesar do enorme progresso nos últimos anos, nossa compreensão da evolução do envelhecimento ainda é incompleta. Um paradigma dominante sustenta que o envelhecimento evolui devido às demandas energéticas concorrentes da reprodução e da manutenção somática, levando à lenta acumulação de danos celulares não reparados com a idade. No entanto, a centralidade das compensações energéticas no envelhecimento tem sido cada vez mais desafiada, à medida que estudos em diferentes organismos desvincularam a compensação entre reprodução e longevidade. Uma teoria emergente é que o envelhecimento é causado, na verdade, por processos biológicos que são otimizados para a função na primeira vida, mas se tornam prejudiciais quando continuam a ocorrer sem controle na vida tardia. Essa ideia se baseia na percepção de que a regulação da expressão gênica na juventude pode se desmoronar na vida tardia porque a seleção natural é fraca demais para otimizá-la. Evidências empíricas cada vez mais apoiam a hipótese de que a expressão gênica subótima na idade adulta pode resultar em mau funcionamento fisiológico levando à senescência do organismo. Argumentamos que o estado atual da arte no estudo do envelhecimento contradiz a visão amplamente aceita de que as compensações energéticas entre crescimento, reprodução e longevidade são a base universal da senescência. A pesquisa futura deve se concentrar em entender a contribuição relativa das compensações energéticas e funcionais para a evolução e expressão do envelhecimento.
Maklakov et al. (Quarta-feira) estudaram esta questão.
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