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Este trabalho apresenta um novo robô socialmente assistencial denominado MARIA T21 (que significa "Robô Autônomo Móvel para Interação com Autistas", com a adição da sigla T21, que significa "Trissomia 21", usada para designar indivíduos com síndrome de Down). Este novo robô é utilizado em terapias psicomotoras para crianças com síndrome de Down (contribuindo para melhorar sua propriocepção, equilíbrio postural e marcha), bem como em terapias psicossociais e cognitivas para crianças com transtorno do espectro autista. O robô utiliza, como novidade, um mini projetor de vídeo embutido capaz de projetar Jogos Sérios no chão ou em mesas para tornar terapias já estabelecidas mais divertidas para essas crianças, criando assim um efeito motivador e facilitador tanto para as crianças quanto para os terapeutas. Os Jogos Sérios foram desenvolvidos em Python por meio da biblioteca Pygame, considerando as bases teóricas da psicologia comportamental para essas crianças, que estão integradas ao robô através do sistema operacional do robô (ROS). Resultados encorajadores da interação criança-robô são apresentados, de acordo com os resultados obtidos a partir da aplicação da Escala de Realização de Objetivos. Em relação aos Jogos Sérios, foram considerados adequados com base tanto nas "Diretrizes para o Design de Jogos Sérios para Crianças" quanto na "Avaliação das Bases Psicológicas" usadas durante o desenvolvimento dos jogos. Assim, este estudo piloto busca demonstrar que o uso de um robô como ferramenta terapêutica junto ao conceito de Jogos Sérios é uma ferramenta inovadora e promissora para ajudar profissionais de saúde na condução de terapias com crianças com transtorno do espectro autista e síndrome de Down. Devido a questões de saúde impostas pela pandemia de COVID-19, a amostra de crianças foi limitada a oito crianças (uma criança com desenvolvimento típico, uma com Trissomia 21, ambas do sexo feminino, e seis crianças com TEA, uma menina e cinco meninos), de 4 a 9 anos de idade. Para as crianças com desenvolvimento atípico, o critério de inclusão foi a existência de um diagnóstico conclusivo e a realização de pelo menos 1 ano de terapia. O protocolo foi realizado em uma sala de psicoterapia infantil com três câmeras de vídeo, supervisionado por um grupo de pesquisadores e um terapeuta. Os experimentos foram separados em quatro etapas: A primeira etapa foi composta por uma introdução ao robô seguida de uma aproximação entre o robô e a criança para estabelecer contato visual e avaliar a proxêmica e a interação entre criança/robô. Na segunda etapa, o robô projetou Jogos Sérios no chão e emitiu comandos verbais, buscando avaliar a suscetibilidade da criança em realizar as tarefas propostas. Na terceira etapa, os jogos foram realizados por um determinado tempo, com o robô enviando mensagens de reforço positivo para incentivar a criança a completar o jogo. Finalmente, na quarta etapa, o robô finalizou os jogos e despediu-se da criança, usando mensagens visando construir um relacionamento mais próximo com a criança.
Panceri et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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