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O câncer de pulmão é um problema de saúde pública e a primeira causa de morte por câncer em todo o mundo. O radônio é um gás radioativo que tende a se acumular dentro das residências, e é o segundo fator de risco para câncer de pulmão após o tabagismo, sendo o primeiro entre não fumantes. Na Europa, existem várias áreas propensas ao radônio e, embora a diretiva 2013/59 EURATOM tenha como objetivo regular a exposição ao radônio interno, as medidas regulatórias podem variar entre os países. O radônio emite radiação alfa-ionizante que tem sido ligada a uma ampla variedade de efeitos citotóxicos e genotóxicos; no entanto, a ligação entre câncer de pulmão e radônio do ponto de vista genômico permanece mal descrita. Alterações moleculares drivers foram recentemente identificadas no câncer de pulmão não pequenas células (NSCLC), como mutações somáticas (EGFR, BRAF, HER2, MET) ou rearranjos cromossômicos (ALK, ROS1, RET, NTRK), principalmente na população não fumante, onde nenhum fator de risco foi identificado até agora. Uma associação entre exposição ao radônio e NSCLC oncogênico em não fumantes foi hipotetizada. Este artigo oferece uma revisão prática, concisa e atualizada sobre as implicações do radônio interno na carcinogênese do câncer de pulmão, e especialmente de sua relação potencial com NSCLC com alterações genômicas driver.
Riudavets et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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