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Resumo Embora bullshit seja comum na vida cotidiana e tenha atraído a atenção dos filósofos, sua recepção (crítica ou ingênua) não foi, até onde sabemos, objeto de investigação empírica. Aqui nos concentramos no bullshit pseudo-profundo, que consiste em afirmações aparentemente impressionantes apresentadas como verdadeiras e significativas, mas que são, na verdade, vazias. Apresentamos aos participantes declarações de bullshit compostas por palavras-chave organizadas aleatoriamente em frases com estrutura sintática, mas sem significado discernível (por exemplo, “A totalidade acalma fenômenos infinitos”). Em vários estudos, a propensão de julgar declarações de bullshit como profundas foi associada a uma variedade de variáveis conceitualmente relevantes (por exemplo, estilo cognitivo intuitivo, crença sobrenatural). Associações paralelas foram menos evidentes entre os julgamentos de profundidade para declarações mais convencionalmente profundas (por exemplo, “Uma pessoa molhada não teme a chuva”) ou mundanas (por exemplo, “Bebês recém-nascidos requerem atenção constante”). Esses resultados apoiam a ideia de que algumas pessoas são mais receptivas a esse tipo de bullshit e que detectá-lo não é apenas uma questão de ceticismo indiscriminado, mas sim um discernimento da vaguidade enganosa em afirmações que, de outra forma, soam impressionantes. Nossos resultados também sugerem que um viés em aceitar declarações como verdadeiras pode ser um componente importante da receptividade ao bullshit pseudo-profundo.
Pennycook et al. (Sun) estudaram esta questão.
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